Hoje, pensando, cheguei a uma dura conclusão. Talvez até tarde demais, mas é que é difícil sair de um mundo e adaptar-se a outro facilmente… Mas os tombos fazem isso, fazem a gente enxergar e cair na real, e, depois de cair na real, vi que tudo não passa de uma troca. As pessoas trocam a gente como se fôssemos um objeto sem uso – ah, cansei de você, não é mais importante para mim, então eu posso descartar – e aí, vamos vivendo assim, com pessoas entrando e saindo de nossas vidas, mas com um único propósito: sugar o que você tem de bom, depois disso você não servirá mais…
É, triste realidade. Fiquei muito triste de me tocar disso somente agora, mas é a resposta para como as pessoas que consideravamos importantes e que achavamos que eramos importantes também nos vêem, por isso que nos decepcionamos demais quando a pessoa não demonstra mais o mínimo interesse, nem por saber se ainda estamos vivos ou não…
Pensando assim, acabei crendo que além de ser muito apegada, sou muito boba com essas coisas, inocente, não sei ao certo… Acredito nas pessoas, no que elas dizem sentir, confio nelas, tento fazer de tudo para agradá-las e depois elas somem, me magoam e decepcionam…
Comecei a pensar que devo ser mais amarga, agir como elas, mas não consigo imaginar um mundo assim. Ainda prefiro viver no meu, mesmo que me faça sofrer, ainda prefiro ver o mundo com a minha lente colorida, ter esperança e acreditar nas pessoas e no amor…